segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Ploft

Isso tá cheirando a mofo! Hora de tirar a poeira e as teias de aranha.


A Lua estava fascinante. Mais do que na noite anterior. Por trás da igreja ela não passava despercebida. Mas aquele tom de mistério era um claro aviso do porvir. Todo aquele dia foi um daqueles extremamente corriqueiros e comuns para acabar despercebido. Antes da tempestade vem a calmaria(!), já diria um outro. Ultimamente as ruas estavam me parecendo tão confortáveis e seguras. As vezes os perigos na esquina são menos ameaçadores do os que (não) se escondem na sua própria sala. Fui atacado. Não por ursos, lobos, exércitos ou bandidos na esquina.

A certa altura na cronologia da fugaz vida de um indivíduo humano surgem verdades absolutas forjadas sob a alcunha de “sabedoria”, até mesmo as verdades vindas de um passado distante ao ponto de ñ se ouvir mais de qual voz saiu. “Será que foi naquele jornal? Ou foi lá na igreja? Eita...”. E daquelas bocas tão amadas e admiradas saíram flechas de preconceito, ignorância, amargura, autoritarismo. Não faz tempo eu pulei de bung-jump, agora eu caí.

Diante de um corpo que não obedecia, o melhor era manter a boca fechada. “Depois eu falo.”. Por enquanto eu só escrevo. E leio, vejo, penso, penso, penso... Era uma questão de tempo, eu sabia. Mas o tempo não tem sido lá muito meu amigo ultimamente. Bom mesmo era pegar o controle e dar pause. Por enquanto vou me resguardar nas ruas, ou no meu quarto mesmo. O certo é que vou evitar a sala. O foda é saber que não havia culpados dentro daquela sala. De ambos os lados, não havia culpados. Os culpados, aliás, dariam gargalhadas de situações como essa. Bem, lembrem-se: é só mais um drama juvenil. Mas, em todo caso, creiam nos sinais da Lua!

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